Viaduto de Vila Pouca de Aguiar O Viaduto atravessa, a uma altura máxima de 90m, o vale, bastante aberto, de Vila Pouca de Aguiar e cruza, ainda, a E.N.2 e o rio Corgo. A obra encontra-se inserida num dos lanços mais sensíveis da A24, para o qual se preconizaram soluções pioneiras em matéria de conservação ambiental, tendo nascido da necessidade de não perturbar uma zona de Rede Natura 2000 de grande riqueza natural onde procriam diversas espécies ameaçadas, nomeadamente o lobo ibérico.
A superstrutura é constituída por dois tabuleiros em viga-caixão, contínuos, paralelos e afastados entre si de 5m, com 17 tramos, perfazendo um comprimento total de 1.348m. 

Os tabuleiros, em betão armado e pré-esforçado, foram construídos, em ambas as extremidades, tramo-a-tramo com recurso a cimbres auto-lançáveis, enquanto que a zona central foi executada, por avanços sucessivos em consola por troços de 5m. 

Os pilares centrais, que atingem os 80m de altura, estão monolíticamente ligados ao tabuleiro e têm fustes tubulares de secção constante num troço superior, sendo o necessário acréscimo de secção na zona inferior conferido pelas dimensões variáveis das suas nervuras de canto. Os pilares laterais são idênticos aos centrais, mas com dimensões mais reduzidas e com secção constante ao longo de todo o fuste, estando dotados de aparelhos de apoio do tipo “pot-bearing”, onde assenta o tabuleiro. As fundações são directas em formações de granitos. 

A construção da obra teve início em Setembro de 2005 e foi concluída em Junho 2007.
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